Blog do Anuar, Política e Linguagem!


Exibição em Brasília!

Nesta segunda-feira, dia 26, às 20h, será exibido o filme "O Petróleo Tem Que Ser Nosso - Última Fronteira" no CABÍRIA CINE-CAFÉ, que fica na 413 Norte, bloco E, tel: (61) 3447-5668.
“O Petróleo Tem Que Ser Nosso – Última Fronteira”

Categoria: Documentário
Duração: 60 minutos
Direção: Peter Cordenonsi
Formato: HDV – 16:9 – 1080i
Mídias: Fita mini-DV (HDV e DV CAM) e DVD

Venha Participar, Peter é um Grande Amigo que Tenho!!



Escrito por Anuar Oliveira às 12h14
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"A paixão pela vida pública é maior do que a paixão pela própria vida e é a serviço dessa paixão que aqui estou"!

José Sarney é eleito presidente do Senado com 49 votos

Do UOL Notícias - em Brasília* Atualizada às 14h16

O ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) é o novo presidente do Senado Federal, eleito nesta segunda-feira (2) com 49 votos, para o biênio 2009-2010. Seu único adversário, Tião Viana (PT-AC), conseguiu 32 votos. A vitória do senador peemedebista no Senado pode influenciar a votação na Câmara, que tem em Michel Temer, presidente do partido, o grande favorito.

Quem é José Sarney

  •  

    Senador José Sarney de Araújo Costa, 78, assume a presidência do Senado pela terceira vez. Senador ininterruptamente desde 1991, foi também presidente da República entre 1985 e 1990 (foto)

  •  

    Depois de apoiar o regime militar e de sua passagem pela Presidência, Sarney apoiou os governos Itamar, FHC e Lula

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    Sarney é escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.

O resultado confirma o favoritismo da campanha tardia de Sarney, oficializada pelo partido há menos de uma semana da votação. Com o apoio de última hora do PSDB a Viana, chegou-se a apostar em uma disputa equilibrada, o que não ocorreu. Sarney venceu com folga.

Apesar dos apoios oficiais, os dois lados da disputa já contavam com eventuais "traições" de senadores na hora do voto, que foi secreto. O PSDB chegou a ameaçar com punição os que não votassem em Tião Viana. Antes do início da votação, os líderes puderam discursar e anunciar o posicionamento de seus partidos ou bancadas. A maior parte dos que se manifestaram fazia parte do grupo favorável a Viana e destacavam que o candidato traria "mudança" ao Senado.

José Agripino (RN), líder do DEM, fez uma defesa sucinta da candidatura de José Sarney, dizendo que ele representaria "equilíbrio" para o país. Destacou ainda a experiência e a influência do ex-presidente da República.

Coube, assim, ao próprio candidato defender sua posição. "Não me chamem de velho que não tem gosto pela inovação", destacou. Ele rebateu um trecho do discurso do seu oponente, no qual Viana, citando o escritor Pedro Nava, dizia que "experiência sem compromisso é como um carro guiado a noite com os faróis para trás". "Nunca andei com os faróis para trás", afirmou o ex-presidente da República. "O espírito público não envelhece. Eu me sinto como um jovem se sente ao assumir responsabilidades", acrescentou.

Sarney ressaltou seu compromisso com a aprovação das reformas política e tributária e defendeu o fim do grande volume de medidas provisórias "que achincalha o parlamento". Disse ainda que "nunca foi capacho do governo", ao contrário, sempre foi "protetor e zeloso da minoria". Esta é a terceira vez que Sarney ocupa a Presidência do Senado. Ele também cumpriu os mandatos de 95 a 97 e de 2003 a 2005.

Após agradecer a eleição, Sarney suspendeu a sessão, que deve ser retomada às 16h, para a eleição de outros cargos da Mesa Diretora do Senado.

"Eu não queria"
Na abertura e no encerramento de seu discurso pré-votação, José Sarney destacou que não "desejava" ser candidato à Presidência do Senado, mas que atendeu a uma "convocação" dos colegas. Ao entrar na disputa, ele deixou de fora o atual presidente, Garibaldi Alves (PMDB-RN), que havia declarado sua vontade de se reconduzir ao cargo. Garibaldi não chegou a cumprir um mandato completo, tendo assumido a presidência da Casa no fim de 2007, depois da renúncia de Renan Calheiros (PMDB-AL).

Sarney é eleito com 49 votos; o que achou do resultado?



O novo presidente do Congresso participará ainda nesta segunda-feira de cerimônia com o novo presidente da Câmara dos Deputados e com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Também conduzirá o processo de escolha dos integrantes da Mesa Diretora do Senado, que têm entre suas atribuições convocar sessões extraordinárias e ditar a pauta do Plenário. Em tese, a distribuição dos cargos entre os partidos deve seguir o critério da proporcionalidade. Na prática, contudo, o que impera são os acordos políticos.

Sarney assume a presidência em um momento delicado da vida política da sua família. Sua família sofreu revezes eleitorais na última eleição municipal nos dois Estados em que sua família atua, o Maranhão e o Amapá.

Atualmente, seus dois filhos passam por situações delicadas. Sua filha Roseana Sarney (PMDB-MA), com problemas de saúde, possui um aneurisma cerebral e, por causa dele, deve fazer uma cirurgia delicada nas próximas semanas.

Eleito, Sarney defende independência e autonomia do Senado

"A paixão pela vida pública é maior do que a paixão pela própria vida e é a serviço dessa paixão que aqui estou", disse Sarney no seu 1º discurso após a eleição.



Enquanto isso, irá a julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o mandato do governador maranhense Jackson Lago (PDT), acusado de uso da máquina do Estado em seu favor. Caso Lago seja cassado, Roseana deve assumir como a nova governadora do Estado. Ela foi a segunda colocada no pleito estadual de 2006.

Já o seu filho, o empresário Fernando Sarney, é alvo de investigações da Policia Federal na Operação Boi Barrica. Sua empresa é suspeita de formar caixa dois utilizados nas eleições de 2006.

O mandato de Sarney no Senado acaba em 2010 quando, se quiser continuar no cargo, terá de se submeter a uma nova eleição.

Trajetória Política
José Sarney de Araújo Costa, maranhense da cidade de Pinheiro, teve seu primeiro mandato como deputado federal em 1958, pela UDN. Em 1966, foi eleito governador do Maranhão. Nesta ocasião, foi tema do documentário "Maranhão 66", dirigido pelo cineasta Glauber Rocha.

Sua família e seus aliados foram eleitos seguidamente no Estado desde então, processo interrompido somente em 2007, com a eleição de Lago.

Em 1971, foi eleito Senador pela Arena. O partido dava sustentação à ditadura militar. Com o fim do bipartidarismo, a Arena virou PDS. Sarney deixaria o partido para disputar a vice-presidência pelo PMDB, na chapa de Tancredo Neves.

O mandato de 1971 foi o primeiro de cinco - os dois primeiros foram como representante do Maranhão, e os três mais recentes, iniciados em 1991, pelo Amapá.

Sarney foi eleito indiretamente vice-presidente de Tancredo Neves. Com a morte de Tancredo, em 1985, assumiu a Presidência da República, onde esteve até 1990. Sua passagem pelo Palácio do Planalto foi marcada pelos planos para conter a alta inflação (Cruzado, Bresser e Verão) e pela moratória da dívida externa. Quando se refere aos seus tempos como presidente, Sarney costuma lembrar da sua importância no processo de redemocratização do país.

Na década de 1990, Sarney esteve ao lado dos presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Atualmente, ele faz parte da base governista e é aliado do presidente Lula. Porém, o petista não apoiou Sarney formalmente na atual disputa, como havia feito em 2003.

Há 50 anos, Sarney tem mandatos

Desde 1959, quando foi eleito deputado federal pelo Maranhão, Sarney ocupa algum cargo eletivo. Segundo a Agência Senado, ele é o brasileiro que por mais tempo ocupou cargos eletivos, superando Ruy Barbosa, que exerceu cargos eletivos por 33 anos.

Dono de emissoras e escritor
A família Sarney controla o Sistema Mirante de Comunicações. Dele, fazem parte três emissoras afiliadas da Rede Globo no Maranhão. Rádios e jornais impressos também fazer parte do conglomerado. O senador também é colunista semanal no jornal Folha de S. Paulo.

Além da carreira como político, Sarney é escritor e membro da Academia Brasileira de Letras. Em 1980, Sarney assumiu a cadeira de número 38 da ABL. Ele é o mais antigo dos atuais membros da ABL.

Sarney também é reconhecido pela sua hipocondria assumida e por algumas superstições, como sair sempre pela porta onde entrou com medo de se perder do seu anjo da guarda.

*(Com informações da Agência Senado)


Escrito por Anuar Oliveira às 13h27
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O Maranhão fica mesmo no Brasil??!!

- Para nascer, Maternidade Marly Sarney;

 


- Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola  Sarney ou, Roseana Sarney;


- Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto ,  Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;


- Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá  até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade  particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um  tal de José Sarney;


- Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize  as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no  interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13  repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário, do tal José Sarney;


- Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);


- Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue  a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se  quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas 'maravilhosas' rodovias maranhenses e aporte no município José   Sarney.

Não gostou de nada disso? Então quer reclamar? Vá, então, ao Fórum  José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e  dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney...

Seria cômico se não fosse tão triste....


 
E ESTE SR. OCUPA CARGO DE DESTAQUE NO CENÁRIO POLÍTICO NACIONAL. VERGONHA. É MUITO BANDIDO NO BRASIL!!



Escrito por Anuar Oliveira às 13h08
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Fundação José Sarney tem contas reprovadas pelo MPE!!

CONTABILIDADE IRREGULAR

* Promotoria de Fundações e Entidades Sociais rejeitou as prestações de quatro anos – 2004 a 2007

* Entidade é investigada por desvio de patrocínio da Petrobras de R$ 1,3 milhão para o Sistema Mirante e empresas ‘fantasmas’

POR OSWALDO VIVIANI

A Fundação José Sarney - entidade privada criada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para manter um museu com o acervo do período em que foi presidente da República e para ser seu futuro mausoléu – teve suas prestações de contas de quatro anos – 2004, 2005, 2006 e 2007 – reprovadas pelo Ministério Público Estadual (MPE). A rejeição, publicada na segunda-feira, 27, no Diário da Justiça, foi assinada pela promotora Sandra Lúcia Mendes Alves Elouf, da Promotoria de Fundações e Entidades de Interesse Social (PFEIS). O MPE não especifica na publicação as irregularidades contábeis encontradas pelos analistas fiscais.

A fundação é investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Controladoria Geral da União (CGU) por desvio de verba de patrocínio, entre outros ilícitos. Em julho, o jornal O Estado de S. Paulo denunciou que a entidade desviou para empresas ‘fantasmas’ e outras da família do próprio senador dinheiro da Petrobras repassado para um projeto cultural que nunca saiu do papel.

Do total de R$ 1,3 milhão liberados pela estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto. Uma parcela do dinheiro, R$ 30 mil, foi para a TV Mirante e duas emissoras de rádio, a Mirante AM e a Mirante FM, de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais sobre o projeto fictício.

A verba foi transferida em 2005, após ato solene com a participação de José Sarney e do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. A Petrobras repassou o dinheiro à Fundação Sarney pela Lei Rouanet, que garante incentivos fiscais às empresas que aceitam investir em projetos culturais.

O objetivo do patrocínio, que a fundação recebeu sem participar de concorrência pública, que a estatal faz para selecionar projetos, era digitalizar os documentos do museu.

Pela proposta original, que previa o cumprimento das metas até abril de 2007, computadores seriam instalados nos corredores do museu, sediado no centenário convento das Mercês, localizado no centro histórico de São Luís, para que os visitantes pudessem consultar online documentos como despachos assinados por Sarney na época em que ocupava o Palácio do Planalto. Até hoje, não há um único computador à disposição dos visitantes.

Notas frias – A Fundação José Sarney é suspeita de utilizar notas frias para justificar os saques da conta aberta para movimentar o dinheiro do patrocínio.

A lista de empresas que emitiram as notas revela atuação entre amigos no esforço para justificar o uso do dinheiro. Uma delas, a Ação Livros e Eventos, tinha como sócia até pouco tempo atrás a mulher de Antônio Carlos Lima, o “Pipoca”, ex-secretário de Comunicação da governadora Roseana Sarney (PMDB) e atual assessor do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, aliado da família.

Das 34 notas fiscais emitidas pela Ação, que somam R$ 70 mil, 30 são seqüenciais - é como se a firma tivesse apenas a Fundação José Sarney como cliente. Mais: uma das sócias, Alci Maria Lima, que assina recibos anexados à prestação de contas, nem sabe dizer que tipo de serviço a empresa prestou. “Eu assinei o recibo, mas não sei o que foi que a empresa fez, não.”

“Pipoca” é irmão de Félix Alberto Lima, dono de outra empresa, a Clara Comunicação, que teria prestado serviços ao projeto da fundação. As notas da Clara totalizam R$ 103 mil.

Outra empresa cujas notas foram anexadas na prestação de contas, o Centro de Excelência Humana Shalom, não existe nos endereços declarados à Receita Federal. Por “serviços de consultoria”, teria recebido R$ 72 mil da Fundação José Sarney. À época, a Shalom tinha como “sede” a casa da professora Joila Moraes, num bairro de classe média de São Luís. “A empresa é de um amigo meu, mas nunca funcionou aqui. Eu só emprestei o endereço”, disse Joila. Ela é irmã de Jomar Moraes, integrante do Conselho Curador da Fundação José Sarney e amigo do senador.

Uma terceira empresa, a MC Consultoria, destinatária de R$ 40 mil, nunca existiu no endereço no qual foi registrada na Receita. Funcionários do prédio jamais ouviram falar dela.

Na prestação de contas, há até notas referentes à compra de quentinhas num restaurante na rua do museu. A fundação pagou R$ 15 mil pelas marmitas. Pelo valor unitário, R$ 4,50, o restaurante teria fornecido mais de 3 mil quentinhas.

(Com informações de O Estado de S. Paulo)

Entidade entrou ‘no vermelho’ logo após receber verba de patrocínio

Mesmo recebendo R$ 1,3 milhão da Petrobras, em 2005, a título de patrocínio, a Fundação José Sarney apresentou, em março de 2006, um déficit em suas contas de mais de meio milhão de reais.

Na ata da reunião do Conselho Fiscal da entidade, ocorrida em 24 de março de 2006, à qual o Jornal Pequeno teve acesso, a contadora Lucilene Ferreira Freire relatou um prejuízo de R$ 688.505,11.

Nessa reunião também foi informada a queda do ativo da empresa, que passou de R$ 2.183.221,34, em 1º de março de 2006, para R$ 1.509.660,43, em 24 de março do mesmo ano (R$ 673.560,91 a menos). (OV).

Fonte: http://www.jornalpequeno.com.br/2009/7/29/Pagina117121.htm

 



Escrito por Anuar Oliveira às 12h59
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Sarney vendeu terras sem pagar imposto!!

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), vendeu terras na divisa de Goiás com o Distrito Federal que nunca foram registradas em seu nome, artifício que o livrou do pagamento de impostos.

Sarney comprou a Fazenda São José do Pericumã no início dos anos 1980 e a vendeu em setembro de 2002. Mas levantamento feito pela Folha em cartórios da região mostra que o senador nunca foi o proprietário, no papel, de 318 dos 540,2 hectares negociados por ele por R$ 3 milhões.

A área foi vendida para a Divitex, empresa que tem o próprio Sarney como sócio. O negócio foi feito por meio de um compromisso de compra e venda, registrado em dois cartórios de Brasília em setembro de 2002. No documento, ao qual a Folha teve acesso, Sarney e a mulher, Marly, constam como "os legítimos possuidores e proprietários do imóvel".

Contudo, sete anos depois de Sarney negociar o Pericumã, pelo menos 245 hectares continuam em nome de terceiros, entre eles o de Roseana Sarney. Ela informou, por meio da assessoria do governo do Maranhão, ter passado 190 hectares, em 2001, para o nome do pai, que venderia as terras. Sarney não explicou por que nunca transferiu essas glebas para o nome dele antes de negociá-las.

Se fosse denunciado por má-fé à época, afirmam especialistas consultados pela Folha, o presidente do Senado poderia ser acusado de ilícito fiscal e multado por deixar de transferir glebas para o próprio nome para não pagar tributos referentes à aquisição de parte das terras. Só que a cobrança prescreveu após cinco anos.

A Prefeitura de Luziânia, cidade a que pertencia parte do Pericumã à época em que Sarney adquiriu a propriedade, informou que, sem o registro do imóvel em cartório, não há chance de ter sido pago o ITBI (Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis).

O secretário de Finanças de Luziânia, Edson Brás, diz que os negócios feitos por meio de contratos de gaveta desfalcam uma importante fonte de arrecadação do município.

"Se o cartório [onde foi registrada a compra e venda] nos informasse do negócio feito de forma particular, teríamos a obrigação de tributar, mas isso nunca acontece. Agora, este imposto já deve estar até prescrito", disse Brás.

Na lista de terras negociadas por Sarney que têm terceiros como proprietários no papel, há ainda um terreno registrado em nome dos aposentados Emmanuel de Sá Roriz e José Andrade, que venderam a maior parte do Pericumã a Sarney nos anos 80. Segundo eles, o senador pagou tudo, mas nunca oficializou parte da aquisição -4,93 hectares- no cartório de registro de imóveis.

Sem transferir para seu nome a propriedade de pelo menos oito áreas, Sarney deixou de pagar ITBI. O ex-chefe da Receita Everardo Maciel está entre os que classificam a estratégia, chamada de elisão fiscal, como artimanha do "contribuinte esperto".

Cruzamento das terras listadas no compromisso de compra e venda com registros em cartórios revela que Sarney também negociou uma área que está em nome da Terracap (a companhia imobiliária do governo do DF), na cidade de Santa Maria (DF) e 14 hectares que, desde 1985, estão em nome de Maurícia Gonçalves Soares, que já morreu.

A única fatia do Pericumã hoje legalmente no nome da Divitex é um terreno de 33,8 hectares. O registro da área, encontrado pela Folha no cartório de Luziânia (GO), revela que um antigo dono, Wanderley Ferreira de Azevedo, a transferiu diretamente para a empresa em 2007. Para efeitos legais, é como se Sarney jamais tivesse sido proprietário da terra, apesar dela estar listada no compromisso de compra e venda que firmou com a Divitex.

O não registro agora cria problemas para a Divitex. A empresa tem planos transformar a fazenda num condomínio de luxo, mas está impossibilitada pelo fato de não possuir os registros de parte significativa da propriedade, 170 hectares.

Para tentar resolver a situação, a Divitex move uma ação de usucapião contra o próprio Sarney. O lucro obtido com a venda do Pericumã foi a explicação dada por Sarney para os R$ 2,2 milhões sacados de uma conta dele no Banco Santos um dia antes de o banco de Edemar Cid Ferreira quebrar, em 2004. (Da Folha de S. Paulo).

Fonte: http://www.jornalpequeno.com.br/2009/7/29/Pagina117160.htm

 

 



Escrito por Anuar Oliveira às 12h56
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Por que o Globo e o PiG estão mais aflitos do que nunca!

Saiu no Globo, na primeira página deste sábado: “Governo errou total de mortos por gripe suína. O Ministério da Saúde reconheceu ter errado ao anunciar anteontem que o numero de mortos por gripe suína já chegara a 34. Cinco casos foram incluídos indevidamente na lista. Ontem, com a confirmação de mais quatro vitimas em São Paulo, o total de óbitos no Brasil chegou a 33.

Este é o sexto título da primeira página do Globo contra o Governo Lula, neste sábado. De todos os jornais impressos – em vias de extinção – do PiG (Partido da Imprensa Golpista), o Globo é o mais desatinado.A “notícia” sobre os números da gripe suína chega a ser ridícula.O Globo e a Globo joga todas as fichas na crise com que pretende derrubar o Presidente Lula.

 

Qual crise? Qualquer crise. A do Sarney. A da Petrobrás. A gripe suína. Qualquer uma serve. Desde que o Presidente Lula caia. Ou não faça o sucessor.

 

Falta pouco para a eleição e o Globo, o PiG e a elite branca (e separatista no caso de São Paulo) não têm candidato a Presidente da Republica. E o que é pior: podem perder o centro de operações golpistas, o Governo de São Paulo, com a provável vitória de Ciro Gomes.

 

Pela primeira vez, São Paulo deve vir a ter um governador de inclinação trabalhista — e isso se tornará possível com o descalabro que é a administração demo-tucana, por 15 anos.

 

O Globo, o PiG e a elite branca não podem deixar a Dilma tomar posse, porque ela significa um prolongamento do Governo Lula, com um porrete na mão. Dilma não é Lula. Dilma não vai perder a oportunidade histórica que o Presidente Lula perdeu: apressar o fim e criar alternativa ao PiG.

 

Dilma vai para cima do PiG — é o que se deduz do que ela já fez com a Folha. Desmoralizou a Folha e a ficha policial fraudada. (O Presidente Lula engoliu tudo em seco, sem esboçar reação diante dos mais sórdidos ataques que sofreu do PiG.)

 

Mas, a Globo, em especial, tem outro motivo para estar aflita. Nós éramos felizes e não sabíamos, disse, um dia, um diretor da Globo, ao se referir à chegada da internet. A hegemonia da Globo é uma questão de tempo. No campo específico do mercado de televisão, ela passou a enfrentar um concorrente — a Record — que tem bala na agulha.

 

Por causa da Record, Silvio Santos resolveu também botar bala na agulha. E a Globo sofre do mal que aflige todas as redes de televisão abertas no mundo: a iminente concorrência da televisão na internet.

 

A Globo detém entre 45 e 50% da audiência da tevê aberta brasileira. Com isso, ela detém entre 70 e 75% da publicidade da tevê aberta brasileira. Se a TV é responsável por 50% de toda a verba de publicidade do Brasil, a TV Globo, uma única empresa, controla entre 35 e 40% de toda indústria publicitária do país.

 

Ou seja, com menos de 50% da audiência, ela põe no bolso — uma única empresa — põe no bolso R$ 0,35 de cada R$ 1 investido em publicidade no país. Isso só é possível na subdemocracia brasileira. E nenhuma nova democracia do mundo — com exceção da Rússia, talvez — ocorre essa concentração.

 

Isso só é possível porque o Legislativo, o Executivo e o Judiciário têm medo da Globo. Quando o Supremo Presidente Gilmar Dantas tomou posse na Suprema Presidência do Supremo, quem estava na primeira fila, em posição proeminente, era um dos filhos do Roberto Marinho.

 

No dia seguinte à vitória na eleição de 2002 (quando deu uma surra no Serra por 61% a 39%) o presidente eleito Lula ancorou o jornal nacional. O chefe do lobby da Globo em Brasília, Evandro Guimarães, atende no Congresso pelo nome de “Senador Evandro”. Muitas das leis que regem a indústria de comunicação no Brasil são de sua autoria, ainda que assinadas por insignes congressistas (de quase todos os partidos…).

 

O problema da Globo, neste momento, não é apenas a falta de candidato. (A relação dos filhos do Roberto Marinho — eles não têm nome próprio — com o Zé Pedágio é estrutural, genética.) O problema é que Zé Pedágio não ganha.

 

Nassif acha que ele apanha se for candidato a Presidente. Aliás, a Dilma deve achar que ele é o adversário ideal — para perder. Como o Dr. Tancredo sempre achou que outro paulista, o Maluf, era o candidato ideal — para perder…

 

Neste momento, o desespero da Globo se deve, também, à Conferência da Comunicação marcada para 1º de dezembro. É uma conferência para discutir tudo sobre comunicação. Com membros de diversos setores da sociedade brasileira. De onde pode sair uma legislação do tipo “Lei da Comunicação de Massa”, que Sergio Motta começou a redigir, Fernando Henrique jogou fora depois que ele morreu, e nunca o presidente Lula tratou de ressuscitá-la.

 

O projeto de Lei de Comunicação de Massa não tem nada que já não exista na legislação americana, onde prevalece um regime de concorrência privada na televisão e onde o capitalismo é ainda mais selvagem do que aqui.

 

A Globo teme que depois da Record, do novo SBT, e da internet ainda venha alguém com uma ideia de jerico para contestar a hegemonia obscena que ela detém no mercado brasileiro. E o perigo de a internet se anabolizar com o dinheiro das teles? E aparecer vídeo em celular e em computador e o “Caminho das Índias” virar commodity.

 

A Globo não resiste ao YouTube. Os custos fixos da Globo exigem que ela detenha 70, 75% da verba de publicidade do Brasil. É por isso que o Globo e a Globo estão desesperados. E dizem que o governo não sabe contar os mortos da gripe suína… O que pode sair de uma Conferencia da Comunicação num ambiente eleitoral?

 

O Globo, o PiG e a elite branca estavam acostumados a fazer a agenda do país. Determinar o que estava na pauta e o que não poderia entrar em pauta. A queda do muro do neoliberalismo, o governo Lula e a internet mudaram a pauta.

 

E se vier uma nova pauta para a indústria da comunicação? Uma que nem o Senador Evandro seja capaz de segurar?

Fonte: http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=60335

Por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada

 



Escrito por Anuar Oliveira às 12h12
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